→ 25 Mar 12 at 8 pm
Você é uma pessoa estranha. Indecifrável. Age de uma maneira que me deixa intrigado, mas interessado em te acompanhar. Eu lembro a primeira vez que nos encontramos, naquela sala onde eu nunca mais estive. Lembro que, por alguma razão, eu me interessei por você, pelo seu modo de falar, pelo sorriso espontâneo e pelo olhar que me fitava. Teria isso causado algum ciúmes nos demais que ali estavam? E eu não te encontrei mais. Não no mesmo cenário. Eu não lembro como é que voltamos a nos falar, e nem quando, mas lembro que passávamos horas ao telefone e você era meu refúgio à distância naquela cidade que me sufocava. Lembro perfeitamente, da primeira vez que tive ciumes. Isso implicou risco e aventura. E lembro melhor ainda que eu gostei. Bastante. E da primeira briga. As cores sumiram e um tom cinza foi jogado sobre a nossa tela. Então, tempos depois, você vem e me surpreende. Segura minha mão, me abraça e me faz acreditar, ainda que momentaneamente, nada mudou. E por te falar eu te assustarei e te perderei? Mas se eu não falar me perderei, e por me perder eu te perderia. E por te perder eu morreria. E mesmo assim, eu te amaria.









